© Laura Azevedo, PinkDialogues

Desde pequenos que nos ensinaram a sonhar. “Apaga a vela e pede um desejo”, diziam-nos. Porque os desejos podiam tornar-se realidade. Só por serem pedidos com muita força. O limite seria a nossa imaginação.

Pedir um desejo é quase a mesma coisa que sonhar. Sonhar com algo. Sonhar que pode acontecer. Sonhar que é possível. Sonhar que poderá vir a ser nosso, que podemos vir a ser nós ali, naquilo que desejamos, naquilo com que sonhamos.

Sonhar é uma das coisas mais importantes da vida.

Mas, se, quando tinha cinco anos, acreditava que sonhar bastava, agora naturalmente sei que não. Os sonhos precisam que lhes dêmos a importância que eles merecem para haver uma mínima hipótese de se tornarem realidade. Não chega listar os sonhos que temos. Não chega memorizá-los em nós. Não chega não nos esquecermos deles. É preciso mais.

É preciso sonhar aquilo que é importante. Ter sonhos adequados a nós. Distinguir os sonhos realistas daqueles que nunca acontecerão, nem que nos pintemos de ouro. Não adianta sonhar que queremos ir à lua, se não somos astronautas. Podemos sonhar com uma infinidade de coisas e uma infinidade de coisas pode ser possível, mas não podemos sonhar com tudo o que nos apetecer. Aliás, poder até podemos — só pelo prazer de sonhar —, mas claramente não passará disso.

Mais do que perceber que sonhos são importantes e quais os certos para nós, quais os nossos sonhos e não os do vizinho do lado, os do primo ou da tia, da mãe ou do padrasto, é preciso fazer por eles. Mudar a vida em prol deles. Estudar muito, aprender, dedicar o tempo que for preciso para nos tornarmos em quem temos de ser para chegar lá, ao sonho. Perder horas de sono, e horas de passeios com amigos, e de noitadas a ver séries, porque todo esse tempo é tempo que podemos aproveitar para nos focarmos no que queremos. E é preciso fazer cedências e estipular prioridades.

Sonhar é importante. E, hoje, mais do que nunca, acredito na magia dos sonhos. Acredito que são eles que justificam muitos dos nossos dias, que são eles que nos levantam quando estamos sem forças, que são eles que nos concentram nas coisas boas e que nos fazem relativizar as menos. E continuo a acreditar que quase todos os sonhos, humanamente possíveis, podem tornar-se realidade.

Se o quisermos com muita força. Se lutarmos. Se melhorarmos. Se nos dedicarmos. Se decidirmos a vida em prol disso, assumindo riscos. Se for isso que verdadeiramente queremos, com toda a certeza possível em nós, fazendo por isso.

Não basta pedir um desejo quando se sopra uma vela. Não basta idealizar, suspirar ou cobiçar os sonhos dos outros. Nem achar que, se eles conseguiram, nós também vamos conseguir. Quase por arrasto.

É preciso fazer das tripas coração. É preciso acreditar, mesmo quando os outros não acreditam. É preciso trabalhar, batalhar, com toda a força, mesmo quando nos chamam de loucos. E, quando a força que temos falhar, é preciso arranjar mais. E ir buscá-la onde não achávamos restar mais nada.

Nem todos os sonhos precisam de tudo isto. Mas há tantos que sim. E, por vezes, nem assim se tornam realidade. É um risco que corre qualquer um de nós que sonha e luta pelo que sonha.

Mas não há problema algum nisso. Porque o caminho até eles vai ensinar-nos tanto sobre nós, sobre a vida e sobre os outros… que só essa aprendizagem já vai fazer tudo valer a pena.

Bons sonhos!

☆ ☆ ☆

Fotografia + Ilustração | Laura Almeida Azevedo
Queres, para ti, um cartaz semelhante ao deste artigo? Envia-me um pedido de orçamento.

Gostas do que leste?

Pinkdialogues perfil04 copy

Para saberes sempre quando um novo artigo é publicado, subscreve a minha newsletter!

Não divulgarei o teu e-mail a ninguém. Powered by ConvertKit

O QUE ACHAS DESTE ARTIGO?

Escreve o teu comentário
Insere o teu nome aqui